Por Libertário Humanista,
Há pessoas que temem a queda de Bolsonaro supondo que seu sucessor (Mourão ou Rodrigo Maia, por exemplo) possa ser muito mais competente em fazer avançar a agenda neoliberal de ataque aos direitos do povo trabalhador e de entrega de nossas riquezas ao grande capital nacional e internacional.
Para esses companheiros e companheiras a melhor opção seria deixar Bolsonaro desgastar-se ao máximo, fortalecendo assim o campo progressista de modo a facilitar a eleição de um candidato de esquerda à presidência da república em 2022.
A realidade factual, porém, mostra que esse temor não procede e que, ao contrário, faz-se mais do que necessário mobilizar-se urgentemente com o grito de ordem FORA BOLSONARO! Já.
Eis meus argumentos:
- O governo Bolsonaro é dividido em setores: generais; Bolsonaro e família + Olavo de Carvalho + olavetes (aqui também entram alguns generais leais a Bolsonaro e igualmente boçais como Heleno, por exemplo); a ala rentista liderada por Paulo Guedes; e, na minha opinião, o centrão, liderado por Rodrigo Maia – abaixo eu explico o porquê de considerar o centrão um setor governista. Todavia, somente uma ala do governo tem ainda alguma base social sólida, embora nem tão grande, que é o próprio Bolsonaro.
- É claríssimo que os três poderes e demais instituições estão tomadas pelos setores conservadores, entreguistas e rentistas do país, isto está claro desde o golpe de 2016 que apeou Dilma do poder, passando pela condenação e prisão ilegal de Lula, até as eleições notoriamente fraudadas que elegeram Bolsonaro. Lula tinha ampla preferência do eleitorado antes mesmo de a campanha eleitoral começar – dificilmente perderia.
- A votação da reforma da previdência é a prova mais cristalina de que Bolsonaro no poder conseguirá avançar a agenda entreguista e de massacre ao povo trabalhador – bastou a liberação de emendas, e agora o governo já aventa destravar também cargos para os partidos políticos – por isso conto o centrão também como um setor governista.
Ao meu ver, portanto, não há motivos para crer que somente um substituto de Bolsonaro teria condições de fazer avançar a agenda neoliberal de devastação nacional – os fatos mostram que Bolsonaro mesmo consegue.
Não há também motivos para confiar em uma eleição limpa em 2022 – as instituições estão tomadas pela direita e extrema-direita. Por que não fraudariam as próximas eleições tão facilmente como fizeram em 2018? A condenação e prisão ilegais do candidato preferido do povo não tem outro nome senão fraude eleitoral.
Uma vez caindo, o substituto de Bolsonaro iria enfrentar uma crise sem precedentes devido a falta do mínimo apoio popular necessário – já que a única figura do governo com base social, repito, estaria fora. O que provavelmente levaria essa base fanatizada a também ficar contra o substituto de Bolsonaro. Logo, a luta por eleições gerais ao meu ver ganharia muita força.
Mas para isso acontecer as lideranças de esquerda devem mobilizar o povo que já mostrou que quer se mobilizar.
Os gritos de ordem que unificam o povo descontente que cresce a cada dia, caso as lideranças de esquerda não causem empecilho até nisso, são: FORA BOLSONARO, LULA LIVRE, ELEIÇÕES GERAIS.
Nosso país somente tomará o caminho de volta à soberania nacional, ao crescimento econômico e a retomada dos direitos sociais roubados do povo se essas três realidades contidas nesses três gritos de ordem ocorrerem de fato.
Realmente não vejo o porquê de adiar o movimento nas ruas pelo FORA BOLSONARO.
Por Canal Sociedade e fé.

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