Depois do recesso na Câmara Municipal de Duque de Caxias, a sessão plenária, promovida no dia 16 de agosto, foi bastante movimentada.
“É a primeira vez na história da Câmara, nessa Legislatura, que vetos do prefeito são derrubados pela maioria dos vereadores. Isso mostra que somos independentes e estamos sempre a favor dos interesses da população. Vamos fazer valer a nossa força. Se o prefeito for contra nossa decisão, que ele entre com uma ação judicial alegando a inconstitucionalidade”, enfatizou o presidente da Casa, vereador Dalmar Lírio Mazinho.
De acordo com a Prefeitura, o Projeto de Lei nº 191/12, criado pelo vereador Nivan Almeida, que obriga o Executivo a pagar funcionários, aposentados e pensionistas até o 5º dia subsequente ao mês trabalhado, foi vetado por ser inconstitucional. Com base nas razões do veto, a Prefeitura explica que o Artigo 32 da Lei Orgânica do Município é bem claro ao citar que toda ação direcionada aos servidores públicos municipais, inclusive a remuneração, é de inteira responsabilidade do prefeito. Por outro lado, os parlamentares presentes, derrubaram o veto e aprovaram o projeto de lei, alegando estarem fazendo justiça, visto os decorrentes atrasos nos vencimentos da categoria. “Essa Casa Legislativa não pode ficar de braços cruzados. Temos que lutar pelos direitos dos trabalhadores e pressionar o Executivo”, defendeu o autor da lei, Nivan Almeida, sob aplausos de profissionais da educação, que lotavam a galeria do plenário.
O vereador solicita que seja denominada como Escola Alcidino Paulino Quaresma. De acordo com Marcelo do Seu Dino, o homenageado foi um morador da região muito querido e respeitado. Mas, por outro lado, a prefeitura alegou que a escola não está pronta, e por esse motivo, não pode denominar um prédio público inacabado e ainda próximo às eleições, visto que o vereador também é candidato à reeleição, o que contraria o interesse público. Contrários às justificativas da prefeitura, os vereadores derrubaram o veto, com apenas um voto contra do vereador Moacyr da Ambulância.
Segundo o Regimento Interno da Câmara, o veto rejeitado é enviado ao prefeito para sancioná-lo, caso não seja feito em 48 horas, após seu recebimento, o presidente da Câmara promulgará e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao primeiro vice-presidente fazê-lo, obrigatoriamente. Em seguida, o projeto de lei é enviado à Prefeitura para ser publicado e executado.
Mas também não sou político de ficar refém de partido, pois quem elege é o povo. Saí do DEM pressionado por não estar concordando com algumas coisas. Mas a justiça foi feita e posso andar de cabeça erguida. Vou honrar até o último dia do meu mandato os votos recebidos. Quem tem direito de tirar e colocar é o povo”, disparou.
Durante a Ordem do Dia, também foram aprovados projetos de leis dos seguintes vereadores: Eduardo Moreira, criando o Programa de Controle ao Tabagismo (PCT), e obrigando as escolas do município a incluir no material escolar, escova e creme dental; Josemar Padilha, denominando a Rua Projetada 1 como Rua Dr. Altino Machado Von Held, no bairro Vila Maria Helena; e as ruas Projetada 3, 2 e 1, como Dilsa Maria Nunes Teixeira, Norma Moura Barbosa e Irinéa da Costa Rosa, respectivamente, no bairro Chácara Arcampo, e a Rua Projetada A, como Genário Ferreira Gonçalves, no bairro Figueira; Juliana do Táxi, proibindo o comércio de Duque de Caxias, fatiar, reembalar e revalidar data de vencimento expressa na embalagem original; Moacyr da Ambulância, criando o Programa de Coleta e Destinação do Óleo de Cozinha; vereadora Fatinha, criando o Programa IPTU Verde, que autoriza a concessão de desconto do IPTU, como incentivo ao uso de tecnologias ambientais sustentáveis e Nivan Almeida considerando órgão de Utilidade Pública o Centro Cultural Casa de Pedra – CECCAP, na Travessa Itamarati, no bairro Itatiaia.
APROVEITEM PARA COBRAR!!!PRECISAMOS DE ESCOLAS DE QUALIDADE!!!EDUCAÇÃO É A SOLUÇÃO!!!
Dayse Alves.
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