Espero que seja útil !
Bons estudos e boas leituras!
Universidade do Estado do Rio de
Janeiro.
Faculdade de Educação da Baixada
Fluminense.
Curso:
Pedagogia.
Disciplina:
Estágio
II
Docência
do Ensino Fundamental.
Professora:
Aluna:
Dayse
Alves.
Tema:
Relatório
de estágio II.
Duque de Caxias, 05 de agosto de 2014.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
O presente
trabalho tratará de demonstrar através de minha vivência e pesquisa, a experiência
de estagiar na Escola Municipal**, situada em Jardim Primavera, bairro do 2º
Distrito de Duque de Caxias, na turma do 1º ano, durante as tardes entre abril
e junho de 2014.
Apresentarei
também, como exigência da Disciplina Estágio Supervisionado II a descrição e conclusões,
bem como essa experiência podem enriquecer minha formação, como considera (KULCSAR,
1991, p. 64) o Estágio Supervisionado deve ser considerado um instrumento
fundamental no processo de formação do professor. Poderá auxiliar o aluno a
compreender e enfrentar o mundo do trabalho e contribuir para a formação de sua
consciência e social, unindo a teoria à prática. Dessa forma, relatarei através
de 3(três) capítulos que dividem-se em Introdução, desenvolvimento e Conclusão,
a experiência de estagiar e participar de diferentes momentos de interação da
escola com os alunos e toda a comunidade escolar do entorno de onde está
localizada a Escola Municipal**.
DESENVOLVIMENTO
Segundo Silva,
2007, p. 35. “A primeira concepção que deve nortear o papel do professor é:
‘aprender e ensinar’ e ‘ensinar e aprender’. Ambas constituem um processo
dinâmico, onde um não existe sem o outro. Ensinar pressupõe um aprendizado.”
Desse modo, entendo que o estágio é o momento de sairmos da teoria e, na
prática observar e participarmos de todo o processo de ensino aprendizagem que
se dá no ambiente escolar, os desafios e imprevistos que surgem e podem servir
para ponto de partida para novas descobertas e aprendizagens.
A Escola Municipal**,
situado na **em Jardim Primavera, bairro no 2º Distrito de Duque de Caxias tem
a seguinte história...
No ano de 2001, numa parceria com a Igreja
Evangélica Assembléia de Deus, situada na Rua Visconde de Itaúna, nº 199, a
Secretaria Municipal de Educação de Duque de Caxias realizou um levantamento
para conhecer a necessidade e atender a demanda local. A Igreja cederia parte
do seu espaço físico para o funcionamento da escola.
Após a realização das matrículas,
verificado o número expressivo de alunos, tornou-se necessária a busca de um
novo espaço, tendo em vista que as instalações oferecidas pela igreja não comportariam
o fluxo diário da escola.
Como alternativa, foi alugado o prédio na
Rua Noel Rosa, s/n, esquina com a Rua Vicente Celestino (antiga Rua Dois).
Feitas as adaptações necessárias no espaço anteriormente utilizado como padaria
e igreja, as atividades letivas foram
iniciadas no dia 04 de junho de 2001.
A escola situada
em área urbana, um local acessível, bem movimentado, próximo a pontos de
ônibus, lojas comerciais, supermercados e à praça principal da rua Vicente
Celestino (rua Dois). A estação ferroviária de Jardim Primavera também fica nas
proximidades. O bairro é atendido por linhas de ônibus com destino à Central do
Brasil (Rio de Janeiro), Duque de Caxias e Saracuruna.
A escola iniciou as atividades em
junho do ano 2001, com 239
alunos matriculados em oito turmas do 1º ao 3º Anos do Ciclo de
Alfabetização, em dois turnos, com o quadro de professores, de equipe técnica e
de funcionários de apoio ainda incompleto, o que começou a se estabilizar no
mês de agosto daquele ano. Alunos com distorção idade/série, sem experiência
escolar anterior, professores sem experiência com alfabetização; todos os
professores em regime de aula-extra, preocupação com relação à aprendizagem dos
alunos visto que todas as oito turmas eram do ciclo de alfabetização, dentre
outros, foram os grandes desafios daquele momento. Tomando como prioridade a
necessidade de familiarizar as crianças com o mundo letrado, iniciou-se o
Projeto Construindo a Leitura e a Escrita pelo Mundo. Os subprojetos “Aluno
Viajando”, “Qualidade de Vida” e “História de Vida” foram elaborados com
objetivos relacionados às necessidades observadas naquele momento.
Em 2005 foi adquirido pela Prefeitura Municipal de Duque de
Caxias o imóvel da Avenida**. Um pouco distante do endereço anterior, próximo à
antiga Rua Dois, por onde passam linhas de ônibus e onde existem lojas
comerciais. No entanto, a escola está mais próxima à Estação de Trem de Jardim
Primavera. O espaço também foi adaptado, pois antes abrigava uma fábrica de
cosméticos. Trata-se de quatro prédios num terreno de extensão regular e conta
com 6 salas de aula, um refeitório juntamente com a cozinha e a despensa, dois
banheiros para os alunos (meninos e meninas) e mais dois banheiros para os
funcionários e outro para os professores, Sala de Recursos Multifuncionais,
Sala de Informática, Sala de Vídeo, Secretaria, Diretoria, além de espaços no
terraço de um dos prédios onde funcionam a Sala de Leitura e o Salão de
Reuniões.
Quanto aos pais e responsáveis observamos:
limitada expectativa com relação à escola e à vida; apesar da presença na
escola, falta de participação ativa na vida escolar dos filhos; falta de
acompanhamento do desempenho escolar dos filhos; necessidade de compreensão da
proposta da escola. A Escola Municipal **foi oficialmente criada
pela Lei Nº 1588, de 20 de setembro de 2001 em homenagem à Professora
conhecida como Wanda Gomes, que nasceu em 20 de novembro de 1946 em Duque de
Caxias. Em 1977 ingressou na Rede Municipal de Ensino e, como professora de 1ª
a 4ª série, lecionou nas escolas Santo Izidro, Barão do Amapá, Vila Operária e
Zila Zunger e México, onde foi diretora até que passou a trabalhar na Equipe de
Educação Infanto-Juvenil da Secretaria Municipal de Educação. Vítima de câncer
faleceu no dia 16 de fevereiro de 2001, um dia após receber licença médica
(BIM). Foi nomeada para o
cargo de Diretor a Professora **(Portaria n°**). A escola atende ao Primeiro
Segmento do Ensino Fundamental, sendo o ingresso dos alunos regido pelas
orientações da Portaria de Matrícula da Secretaria Municipal de Educação, em
suas publicações anuais, de acordo com a legislação em vigor.
Ao chegar à escola, fui recebida pela diretora, que me acompanhou
até a sala onde realizaria minha prática de aluna/aprendiz. A professora foi
gentil e me recebeu com os alunos que demonstraram animação com a chegada de
uma nova pessoa para conviver com eles nos momentos das aulas. Durante as duas
primeiras semanas, me dediquei a observar todos os espaços dentro da escola, às
aulas que a professora ministrava suas práticas e a maneira de como se daria
todo esse processo de estar na Escola Municipal **como aluna aprendiz e colaboradora.
Passado este
primeiro momento de conhecimento do lugar e as práticas ali estabelecidas, tive
a oportunidade de participar das atividades como colaboradora e estimulando os alunos
a aprender de forma divertida nos momentos de interação com colegas, professora
e demais atores deste processo de desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e
intelectual. Pois, a principal tarefa do professor é, portanto, interferir
no que Vigotski chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal. “A Zona de
Desenvolvimento Proximal é a distância entre aquilo que o ser humano consegue
fazer sozinho e o que ele consegue desenvolver com a mediação do outro.” Silva
(2007, p. 13). Após um mês com a turma, me encontrava mais familiarizada com a
rotina dela e o funcionamento da escola atuando de modo que contribuísse para a
boa convivência, auxiliando nas tarefas atribuídas à prática docente.
O prédio do
estabelecimento de ensino possui uma estrutura de alvenaria em bom estado de
conservação, onde algumas salas possuem telhado de amianto e outras de laje
pré-moldada.
Durante as aulas
que aconteceram em dois turnos: sendo o 1º turno a partir das 7h.30 min. às
11h.30, e o 2º turno a partir das 13h. até às 17h.
Ao chegarem à
escola os alunos são divididos em suas respectivas turmas, após formam filas no
pátio e depois, seguem até as salas de aula.
Nos momentos de
aprendizagens e atividades que participei, observei que era oferecida aos
alunos a chance de aprender de maneira lúdica, planejada e com o atento cuidado
da professora que demonstrou domínio de turma, ficando evidente sentir-se
segura com a sua prática e formação para realizar um trabalho que ofereça aos
alunos meios de desenvolver suas aptidões e talentos.
A direção
administra a escola com a equipe pedagógica e tem o apoio dos pais e
responsáveis realizando um trabalho em conjunto que proporciona aos alunos
momentos de aprendizagem e de crescimento que são fundamentais para uma prática
de ensino transformadora no sentido de formação do cidadão consciente,
informado e participativo na vida em sociedade.
CONCLUSÃO
A partir da
observação, participação e colaboração efetiva durante as 92 horas em que estagiei
na classe do 1º Ano na Escola Municipal**, situada em Jardim Primavera, bairro
do 2º Distrito de Duque de Caxias, durante as tardes entre abril e junho de
2014, presenciei oportunidades e vivências que são discutidas e demonstradas na
academia, como experiências fundamentais para os professores aprendizes no
percurso de sua formação, que enriquecem nossa “experiência” diante do desafio
de estar à frente de uma turma, ou já estar atuando como professor. Fato que
não nos afasta das dúvidas e anseios diante dos diversos problemas enfrentados
pela educação brasileira e os indivíduos responsáveis por levar adiante
“planos”, ”metas”, ”índices”, que não realizam ações necessárias há muito
tempo.
Essas ações que
acredito fundamentais para a melhoria da educação pública, bem como, um novo
significado de escola, realmente democrática e justa e que faça sentido nesta
sociedade de instabilidades e incertezas, onde acredito ser necessária e
evidente a escola como local de formação integral para a vida e para o mundo do
trabalho, bem como, local privilegiado de trocas de conhecimentos e
experiências, tende funcionar de modo mais igualitário e fazendo sentido para a
vida de seus atores.
Afinal, “o
estágio pode ser a oportunidade de começarmos a pesquisar nossa prática docente
e os espaços onde esta acontece.” Pimenta e Lima ( 2004. p.227.)
Nos momentos de
convivência no interior da escola e fora também, pude refletir sobre minha ação
docente-aprendiz, onde concluí que são necessários o estudo e desenvolvimento
de diversas aptidões e inteligências mais as questões materiais de recursos
suficientes para que uma equipe possa desenvolver uma prática que proporcione
as crianças o desenvolvimento integral e humanista. Neste, sentido, concordo
que há uma necessidade de produzirem-se novas práticas menos engessadas e mais
funcionais que auxiliem os profissionais da educação que enfrentam um momento
de muitos anseios e dúvidas a respeito de seu papel diante de uma sociedade de
incertezas e desafios. Proporcionando também uma maior interação com as
famílias que em geral, encontram-se afastas da realidade escolar de modo que
auxilie no aprendizado bem com na motivação de seus filhos pela aprendizagem.
São desafios que estão em todas as esferas de ensino do país e que exigem a
reflexão teoria-prática além de ações concretas e alcançáveis para realizarmos
as metas propostas pelo recente e aprovado PNE, LEI Nº 13.005, de 25 de junho
de 2005. A escola que realizei o estágio pertence à rede municipal pública de
ensino.
Nos momentos de
minha caminhada, de aprendizagens e na construção de sentidos para as dúvidas e
questionamentos que surgiram, estive atenta e pude participar dos diferentes
momentos de interação entre os alunos.
Percebi que os
alunos da turma em que realizava o estágio eram estimulados a aprender e
descobrir através de oportunidades criadas pela professora. Outro aspecto importante
observado foi o modo de avaliação adotado pela escola, que me chamou a atenção,
devido ao cuidado e interesse por resultados positivos por parte de toda a
equipe e família envolvidas no processo educacional com o direcionamento e
gestão da Diretora da instituição.
A escola tem o dever de respeitar o tempo de aprendizagem
de cada criança, ela deve utilizar diversos meios, para que possa lhe transmitir
o conhecimento.
A instituição deve compreender aceitar e
trabalhar, com os diferentes tipos de cultura que chegam até ela, cada criança
possui sua própria bagagem.
Neste estágio tive a oportunidade de estar,
efetivamente, frente à sala de aula e analisar como é a rotina de uma professora
da educação básica.
Pensando criticamente, os estágios
supervisionados de licenciaturas deveriam ter uma carga horária bem maior do
que é atualmente. A arte de educar certamente é a mais nobre de todas. O
professor deve estar sempre atento à sua formação, pois, o mundo está em
constante transformação. Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51), diz que:
“Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se
tornem processos permanentes”.
Ao termino do estágio, fiz uma reflexão de tudo que
vivenciei na sala de aula e em toda a convivência na escola e percebi que há um
forte comprometimento por parte de todos do corpo docente, bem como da direção,
em realizar uma prática que propicie o desenvolvimento de cidadãos críticos e
atuantes em sociedade, rompendo com o ciclo de baixa escolaridade e segregação
no mercado informal de trabalho, e assim, alcançando a emancipação junto à vida
em sociedade.
REFERÊNCIAS
SILVA, Daniela Regina da. Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2005.
KULCSAR, Rosa. O estágio supervisionado como atividade integradora. IN:
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes [et all];
PICONEZ, Stela C. Bertholo (Coord.). A
prática de ensino e o estágio supervisionado.
Campinas-SP: Papirus, 19991.
LIMA, Maria Socorro Lucena; PIMENTA, Selma
Garrido. Estágio e Docência. São
Paulo: Cortez Editora, 2004. p. 227.
PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO-PPP- ESCOLA MUNICIPAL**, Rio de Janeiro, 2013.
*APÊNDICES NAS PRÓXIMAS PÁGINAS




